Encenação e Dramaturgia: Philippe
Leroux
Tradução e Adaptação: Paulo Oom
Cenografia: Philippe Leroux, Paulo Oom e Paula Sousa
Figurinos: Paulo Guimarães
Iluminação: El Duplo
Produção: Bernadete Sant'Anna, Daniela Fava, Paula Sousa e Quimbé
Design Gráfico e Fotografias: Luis Silva
Actores:
Paula Sousa
Paulo B.
Paulo Oom
Quimbé
Rita Cruz
Teresa Faria
O autor: David Ives
David Ives nasceu nos arredores de Chicago e cresceu no mesmo bairro onde morava David Mamet. Após os seus estudos na Northwestern University e na Yale School of Drama, Ives parte para Nova Iorque, onde começa a escrever peças de Teatro, enquanto trabalha como editor assistente da revista Foreign Affairs. Foi eleito pelo New York Magazine um dos 100 americanos mais inteligentes. Membro da Faculdade da Unversidade de Nova Iorque e Columbia, recebeu em 1994 o prestigioso Outer Critics Circle Playright Award por All in the Timing.
O texto: Uma Questão de Timing
O mundo, segundo David Ives, é um local muito estranho, e as suas peças constituem um teste virtual de stress à linguagem e à capacidade de desorientação e prazer do público.
Os personagens de Ives andam por buracos negros chamados Filadelfias, onde os mais simples desejos são deturpados de forma hilariante. Chimpanzés com os nomes Milton, Swift e Kafka estão fechados numa sala onde se espera que eles re-criem o Hamlet. E um vigarista dá cursos de uma linguagem dúbia em que olá se traduz bola e fraude diz-se freud.
Teatro
que põe o cérebro a fazer aeróbica e faz cócegas ao
coração... Ives é um cómico mordaz que voltou a pôr teatra
na escrita teatral
Time
Ives
é fantástico... mágico e divertido... um mestre da linguagem.
Ele usa as palavras pelos seus significados, sons e
associações, rodeando conceitos de uma forma nunca vista ou
ouvida antes. Absolutamente original.
The New York Times
Hilariante
brilhantemente calculado
a fragilidade da comunicação
demonstrada com uma sedutora habilidade... e virtude de
carácter.
The New York Post
David
Ives será, talvez, o escritor de peças curtas mais engraçado
da América de hoje.
The Columbus Dispatch
David
Ives é o tal. Não me lembro de quando um dramaturgo me
tenha deliciado e surpreedido mais... Inteligentemente acessível
e humano... estes postais dos estranhos limites são momentos de
raro prazer que apenas nos fazem desejar mais.
The New York Observer
Delicioso!
Wall Street Journal
Delicioso de facto, para além da extraordinária novidade que apresentam estas peças curtas de David Ives, o humor perspicaz e inteligente, o surrealismo das situações aparentemente normais ou os personagens bizarros... também se nos mostra como atractivo a tradução e adaptação para português destes textos tão cheios de trocadilhos e jogos de palavras.
Um teatro, sem necessidade de grandes meios cénicos, para se criar um excelente jogo de actores.
Bem ao gosto do Teatroesfera e do seu público.
Uma escrita que combina espirito, intelecto, humor e puro divertimento.
A escrita é não só muito divertida, como tem a densidade do pensamento e a precisão da poesia.
David Ives faz malabarismo com o humor das palavras.
As histórias:
Palavras, palavras, palavras: Parte do princípio que três macacos dactilografando sem limites, mais tarde ou mais cedo acabarão por escrever o Hamlet e pergunta: de que falam três macacos enquanto escrevem?
Concerteza: Um clássico da comédia contemporânea. Duas pessoas encontram-se num café e descobrem-se um ao outro através de uma conversa minada por um sino que toca fora de cena interrompendo as suas falsas partidas, gafes, enganos e tropeções, no caminho para a paixão.
A linguagem universal: Junta Victoria, uma jovem com um problema de gaguez, e Viktor, criador e professor de Unamunda, uma linguagem cómica e tresloucada. Uma lição leva-os através de uma espantosa e histérica pirotecnia verbal e, claro, o amor verdadeiro.
Variações sobre a morte de Trotsky: Mostra-nos o revolucionário russo no dia da sua morte, tentando, desesperadamente, compreender o machado que encontrou cravado na sua cabeça.
A Filadélfia: Apresenta um homem num restaurante que caiu numa Filadélfia, uma zona limite onde ele não consegue nada do que pede. Qual a única solução para este dilema? Pedir exactamente o oposto do que pretende.
Philip Glass compra um pão de forma: É uma paródia musical no estilo, tão reconhecível, de Philip Glass; com o autor a atravessar uma crise existencial numa padaria.








