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de
Roberto Cossa

tradução
Luiz Rizo

versão/adaptação
Paula Sousa, Paulo Oom

encenação
Paula Sousa

cenografia
Luiz Freitas

figurinos
Rafaela Mapril

iluminação
El Duplo

design gráfico
Luís Silva

elenco
Carlos Borges
Francisco Brás
Isabel Ribas
João Craveiro
Sílvia Figueiredo
Teresa Faria
Teresa Mónica

 

Roberto Cossa (Buenos Aires, 1934) um autor premiado (pela Associação de críticos teatrais, entre muitos outros) é uma figura central da modernidade teatral argentina divulgado e encenado em todo o mundo.
La Nonna” é um texto de 1977, que até hoje tem sido continuamente representado, uma referência da dramaturgia argentina e mundial do último quartel do século XX.

O público acompanha a história de uma família que habita os subúrbios, com uma avó centenária - a Nonna - que devora  tudo que lhe passa pelas mãos. A Nonna, com o seu egoísmo, conduz toda a família à autodestruição, devorando tudo o que  esta vai conseguindo produzir.
O cenário neste espectáculo acompanha também  o desmoronamento desta família desdobrando-se engenhosamente e sofrendo transformações até à derrocada final.

Entre realismo e surrealismo, um estilo onde o humor é grotesco e caricatural e a mais forte das comédias pode tornar-se a mais cruel tragédias.
Uma peça magistralmente construída em que o espectador experimenta múltiplas emoções em 97 minutos.

Um espectáculo que tem como ponto de partida o desequilíbrio social que se atravessa e assenta num trabalho de actor exigente e desafiador que balança entre registos cómico-trágicos, naturalistas e até grotescos.

A Nonna é uma metáfora sobre a vida, a sociedade(?), o Estado(?), a passividade geral dos cidadãos(?). Aquilo que, como um vírus vai corroendo até à (auto)destruição.

 

Estreia:
10 de Novembro de 2005 às 21h30
- em cena só até 3 de Dezembro -

de 5ª a sábado às 21h30 e domingos às 16h00