Autoria, Encenação e
Figurinos: Paula Sousa
Direcção Musical: Isabel Monteiro
Cenografia: Paulo Oom
Coreografia: Luis Moreira
Interpretes
Actores: João Ricardo, Alexandra Sequeira, Pedro Alpiarça
Músicos: Alexandra Araújo, Luisa Simões e Sara Ponte
Porquê um espectáculo sobre a flauta de bisel?
A flauta de bisel é o instrumento mais tocado em todo o mundo.
Dos milhares de crianças portuguesas que aprendem anualmente os
rudimentos da flauta de bisel, poucas tiveram, têm ou alguma vez
terão opurtunidade de ver tocar ao vivo este instrumento, devido
à quase inexistência de concertos de flauta de bisel.
Para esclarecer as dúvidas dos alunos referentes ao seu
instrumento, afinal tão pouco divulgado (em Portugal).
Para ajudar os professores na motivação dos alunos para o
conhecimento da flauta de bisel.
Para além do modelo escolar (flauta soprano) existe uma grande
família (pelo menos desde o século XVI). Ao longo do espectáculo
utilizamos a flauta sopranino, a flauta soprano, a flauta
contralto, a flauta tenor, a flçauta baixo e percussão diversa.
Ao procurar uma linguagem actual recorri a algo que pode estar
perto da banda desenhada ou do desenho animado, o cenário poderi
perfeitamente ter sido tirado duma vinheta, enquanto que os
personagens poderiam ter saltado de um qualquer ecrã mágico.
A música é enquadrada na acção e no seu tempo, através de um
repertório específico para flauta de bisel, dando-nos as
sonoridades próprias de cada ép+oca.
Na Idade Média optei por uma cena com jograis, saltimbancos e
actores que andavam de terra em terra, de feira em feira, parando
onde houvesse público para os aplaudir e gratificar.
Recorri à Poesia Trovadoresca de João Garcia de Guilhade
adaptada por Natália Correia.
No Renascimento confronto o espírito do homem medieval, que
herdou todo um conjunto de crenças, mistérios e histórias fantásticas
que lhe criaram medos pelo desconhecido, e o espírito do homem
renascentista, que os desmistificou e se desenvolveu à sombra de
um saber feito pela experiência, pela verdade e pela razão.
Usei excerptos d'Os Lusíadas de Luis de Camões.
No Barroco é feita uma brincadeira à extravagancia da moda
nesta época, bem como aos jeitos, trejeitos, meneios, floreios e
vénias complicadas.
Espero que se divirtam tanto a ver como nós nos divertimos a
fazer!
Paula Sousa
[Home][Espectáculos][e-mail]